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Economia brasileira em duas rodas começa pelo consórcio

Muitos brasileiros têm a motocicleta como instrumento de trabalho. Sua utilização nos diversos segmentos da economia nacional, direta e indiretamente, totaliza uma frota circulante superior a 30,3 milhões de unidades, segundo a Abraciclo Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares.

Para Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, “ao longo de décadas, o consórcio, um dos principais meios para aquisição de motos desde os anos 80, tem sido a alavanca para parcela significativa da comercialização desse meio de transporte no mercado interno”.

Por possuir vantagens exclusivas ao serem utilizadas como ferramenta de trabalho devido à sua agilidade, “as motocicletas e scooters proporcionam, ainda, economia de combustível e baixos custos de manutenção, entre outras, tornando-se fundamental para trabalhadores e empreendedores”, detalha Luiz Antonio Barbagallo, economista da ABAC.

Tanto empresas como pessoas físicas, de alguma forma, dependem de profissionais motociclistas. Seja para solicitar ou entregar por “delivery” ou para encaminhar com urgência, por exemplo, documentos legais e pequenas encomendas das mais variadas origens e finalidades.

Ao longo dos últimos anos, diante de uma nova realidade, “a mudança de hábitos de consumo propiciou um casamento perfeito entre as compras on-line e esse meio de locomoção e transporte. O período de pandemia evidenciou, ainda mais, essa constatação”, esclarece Barbagallo.

Independentemente do porte, empreendedores individuais, profissionais liberais, pequenas e grandes empresas enxergam vantagens com suas frotas de motocicletas. “Correios, e-commerce, serviços públicos nas áreas de energia ou de segurança, são alguns exemplos”, diz Rossi. E acrescenta, “motoboys, agentes e policiais de trânsito, são mais algumas alternativas, tanto para homens como para mulheres. Aliás, elas estão presentes como motogirls e mototaxistas.”

Para o supervisor de manutenção de logística, Magno Lima da Silva, contemplado recentemente, a preferência pelo consórcio foi “por ter parcelas pequenas que caibam no meu orçamento. Não financiei, em razão dos juros serem muito altos”, justifica. Como ainda está procurando a moto para comprar, Magno esclarece que ela será utilizada nos deslocamentos para os trabalhos, seu e de sua esposa, visto serem bastante próximos de sua residência. “Também devo usá-la para idas a Santos, onde estou construindo e uma moto 125cc atenderá bem às minhas necessidades em função do baixo custo proporcionado.”

Ao analisar a relação das lacrações relativas às vendas totais, levantadas junto à B3, nos últimos doze anos, o Sistema de Consórcios registrou importante contribuição. Variando entre 23,1%, anotado em 2019 – o mais baixo observado no início da pandemia -, até 32,4%, em 2015, “é possível afirmar que a modalidade participou, na média anual, por 28,2% do volume geral comercializado, ou seja, cerca de 30% do mercado de motocicletas zero quilômetro”, detalha Barbagallo.

Nos seis primeiros meses deste ano, foram contabilizadas 632.800 motos comercializadas no país, com 166.978 unidades negociadas com créditos dos consórcios, o que corresponde a 26,4% de participação, conforme levantamento feito nos dados disponibilizados pela B3 e Fenabrave.

Paralelamente, em 11 anos, ou seja, de 2011 a 2021, a frota circulante aumentou 65%. A idade média saltou de 7 anos, em 2011, para 12,2 anos, em 2021, contabilizando um aumento de 74%.

“Se neste período, a participação dos consórcios nas vendas se manteve na média de 28,2%, pode-se afirmar que quase 9 milhões de motocicletas, que rodam no país hoje, foram adquiridas pelo Sistema”, calcula o economista.

Regionalmente, os números de 2021 apresentaram variações, também de acordo com os dados obtidos na Abraciclo, B3 e Fenabrave. Enquanto as vendas do Sudeste somaram o maior volume, com 450.224 unidades, aquelas feitas pelo consórcio representaram uma das menores participações, 13,1%, com 59.199 motos.

Em contrapartida, no Norte, terceira melhor região em comercialização nacional de motocicletas, com 128.578, houve o maior percentual de vendas pelo mecanismo, com 46,4%, chegando a 59.674 veículos.

No Nordeste, segundo maior acumulado do país, o total alcançou 344.493 unidades, com presença de 37,3% pela modalidade, com 128.390 motos, a maior entre as cinco regiões.

Os três estados, que formam a região Sul, reuniram 120.929 unidades. Neles houve o menor percentual de vendas pelo consórcio, 11,8%, com 14.249 unidades.

No Centro-Oeste, região onde o volume de vendas de motos foi o menor do país, com 113.145, as negociadas com créditos de consórcio atingiram 19,3%, com 21.860 motocicletas.

“Os expressivos números apresentados pelo Sistema de Consórcios significam muito mais do que impulsionar a indústria das duas rodas”, comenta Rossi.

Ao facilitar a aquisição por meio de uma forma simples, econômica e planejada, “o consórcio é importante para a geração de empregos e de renda, além de estimular o empreendedorismo e a abertura de negócios relacionados à economia on-line, onde a logística se apoia no segmento motociclístico”, finaliza.

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