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Como a IoT pode contribuir para os estudos da biomedicina?

Cada vez mais, a tecnologia passa a integrar o setor de saúde. Prova disso, o número de startups do gênero aumentou 16,1% no Brasil entre 2019 e 2022, segundo dados da Startup Scanner. A adesão também pode ser percebida por indicativos da Associação Brasileira de Empresas de Telemedicina e Saúde Digital: foram realizadas mais de 7,5 milhões de consultas por telemedicina no Brasil apenas entre 2020 e 2021, quando a modalidade ganhou maior aderência por conta da pandemia de Covid-19.

Em maio, a categoria foi regulamentada pela CFM (Conselho Federal de Medicina), após extenso debate. As normas para a prestação de serviços médicos mediados por tecnologias de comunicação foram publicadas no dia 5 de maio no DOU (Diário Oficial da União) e já estão em vigor.

Segundo Thayanne Pastro Loth, docente, mestre e especialista em saúde pública, o uso da tecnologia na área da saúde também contempla recursos baseados em IoT (Internet of Things, na sigla em inglês – Internet das Coisas, em portugês), em estudos da área de biomedicina.

Ela destaca que nas áreas da saúde e da educação superior, tanto na enfermagem como na biomedicina, os avanços tecnológicos causam impacto positivo.

“Na atuação hospitalar, a tecnologia propicia atendimentos mais rápidos, menos utilização de papéis – que também são considerados meios de contaminação – e permite acesso a um banco de dados mais completo do paciente, por meio do prontuário eletrônico”, afirma.

Loth observa que, embora caminhe a passos lentos, nos locais onde as tecnologias já foram implantadas, os benefícios foram maiores que os pontos negativos. “No setor público, a atenção primária à saúde de cidades de interior já conta com essa ferramenta tecnológica através do E-sus, plataforma que facilita o trabalho e torna o atendimento um pouco mais agilizado e efetivo”.

Tecnologias facilitam o aprendizado  

Na percepção da especialista em saúde pública, para o meio acadêmico em campo prático – sua área de atuação -, percebe-se que as tecnologias do serviço de saúde facilitam o aprendizado e permitem mais experiências para a vida acadêmica e profissional.

“Quando inseridas no atendimento ao paciente, as tecnologias disponíveis tornam a vivência mais real e parecida com os desafios que esses enfrentarão quando atuarem profissionalmente”, diz ela.

Na visão de Loth, a tendência é que as tecnologias da área da saúde avancem ainda mais e, para além disso, a expectativa é que as tecnologias já existentes possam, de fato, ser implementadas e utilizadas na sua totalidade, alcançando todos os setores da saúde.

“As tecnologias devem chegar a todos os seus níveis de atenção, para que seja possível avaliar sua funcionalidade e avançar exponencialmente nas outras ideias tecnológicas, em prol de uma melhor qualidade da assistência, tanto para os profissionais que a fazem, quanto para os pacientes que a recebem”, conclui.

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