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OMS alerta que dor oncológica está presente na maioria dos casos de câncer

As causas do câncer são multifatoriais e existem mais de cem diferentes tipos de neoplasias. A dor oncológica é bastante prevalente e pode resultar do câncer em si, de seu tratamento ou de uma composição de fatores. Fato é que essa dor não pode ser vista como algo normal e deixada sem tratamento, o que pode reduzir o engajamento da pessoa e, em consequência, o sucesso do tratamento. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 55% das pessoas diagnosticadas com câncer apresentam dor oncológica. Além do sofrimento físico, estima-se que um terço das pessoas com câncer desenvolvem alguma alteração de saúde mental e, mesmo após a conclusão do tratamento, mais da metade delas convive com alguma alteração psicológica, como depressão e ansiedade, precisando muitas vezes de intervenção.

No dia 5 de agosto, especialistas em oncopsicologia e gestores de saúde se reuniram com o objetivo de debater propostas e programas de para reduzir a dor oncológica. De acordo com o Dr. Mark Barone, coordenador geral do FórumDCNTs, “as neoplasias são responsáveis por quase 19% das mortes no Brasil, atrás apenas das doenças cardiovasculares (DCV)”. Conforme apresentado no evento, existem estudos indicando que o câncer irá ultrapassar as DCV em número de mortes, inclusive em alguns países isso já acontece. Com isso, Dr. Barone completa que “é impossível ignorarmos uma doença tão prevalente, que se diagnosticada e tratada oportunamente, prestando atenção também a aspectos secundários de ordem física, psicológica, emocional e social, os índices de cura disparam e contraposição aos custos do tratamento”.

No Brasil, uma pesquisa realizada pelo Instituto Oncoguia com 543 brasileiros, revelou que o cenário é muito delicado. De acordo com a presidente do Instituto, Sra. Luciana Holtz, 71% das pessoas com câncer afirmaram sentir dor, 92% disseram ter conversado com o oncologista sobre o assunto e 70%, que a dor foi tratada por esse médico”. E complementa, “no entanto, somente 43% reportaram estar com a dor controlada”. Outro achado no estudo foi de que 78% desses pacientes receberam a informação de que a dor é parte natural do tratamento do câncer. Segundo a Sra. Holtz, “isso é algo que buscamos desmistificar diariamente”.

Para os especialistas presentes no evento, a dor oncológica deve ser avaliada e controlada corretamente. Uma das propostas é investir em modelos de gestão de saúde que tornem a jornada da pessoa mais assertiva. Outro ponto discutido foi a importância de capacitar os profissionais de saúde envolvidos em todo o tratamento. “Quanto mais tempo levamos para diagnóstico e tratamento, mais difícil e custoso o tratamento e mais frequente a dor oncológica e as alterações de saúde mental”, comenta o Dr. Francis Fujii, diretor médico da Amil e do SAMU de São Paulo.

Como estratégia para essa capacitação, Dra. Vânia Soares, do Hospital de Amor de Barretos, apresentou o tratamento de ponta realizado nesse município paulista, que tem como foco o cuidado integral e humanizado à pessoa com câncer. Segundo ela, o Hospital de Amor vem desenvolvendo um projeto de telemedicina associado a outro de treinamento dos profissionais de saúde da Atenção Primária, focando principalmente no agente comunitário, para melhorar o manejo e o apoio às pessoas com câncer. Corroborou a importância dessa estratégia a Sra. Karina Mauro Dib, assessora técnica na Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo. Segundo ela, o atendimento domiciliar, desenvolvido pelo Projeto Melhor Em Casa, é uma importante estratégia realizada pela equipe multidisciplinar, que considera a necessidade singular e a realidade de cada indivíduo.

Mais informações sobre o assunto estão disponíveis em www.ForumDCNTs.org.

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